TikTok Shop

TikTok Shop já é 6,5% das compras online no Brasil

Plataforma ainda ocupa uma posição de nicho na conversão de vendas, mas ganha espaço entre consumidores da geração Z

O TikTok Shop já é responsável por 6,5% das finalizações de compra online no Brasil, de acordo com o estudo “O Mapa da Busca no Brasil 2026”, da Optimiza Marketing. O levantamento destaca esse resultado como um volume ainda pequeno em relação aos marketplaces tradicionais, mas relevante o suficiente para chamar a atenção do varejo digital.

Comparado aos 46% de finalizações de compra nos marketplaces e aos 25,7% nas lojas oficiais das marcas, o TikTok Shop ocupa hoje uma posição de nicho. Ainda assim, supera o índice de finalização de compras via Instagram (8,9%) quando o recorte é feito apenas entre consumidores da geração Z, para quem concluir a compra sem sair da rede social é uma preferência mais evidente.

“O social commerce no Brasil ainda está em fase de experimentação, mas a curva é rápida: foi assim com o WhatsApp Commerce, está sendo assim com o TikTok Shop. Quem espera o canal amadurecer para testar geralmente chega depois da concorrência já ter aprendido as lições mais caras”, afirma Júlia Neves, CEO da Optimiza Marketing.

O estudo também aponta que o TikTok Shop tem um papel mais forte na descoberta de produtos, com 6,9% por meio de conteúdo orgânico e 4,6% via anúncios, do que na finalização das compras. Isso indica que, para boa parte dos consumidores, a rede social ainda funciona como uma vitrine, enquanto a conversão acontece em outro canal.

Consumo entre gerações

A Optimiza Marketing aponta ainda que a geração baby boomer, formada por pessoas nascidas entre 1946 e 1964, é a que mais descobre produtos em marketplaces (43%) e também a que mais finaliza compras nessas plataformas (58%), os maiores índices entre todas as faixas etárias pesquisadas.

O levantamento também identifica um comportamento característico desse público: a busca por validação cruzada. Em cenários de conflito de informações entre Google, Inteligência Artificial (IA) e redes sociais, os consumidores mais velhos tendem a retornar ao Google para confirmar se a mesma informação também aparece ali, mesmo depois de já terem encontrado uma resposta em outro canal.

“Existe um preconceito de mercado achando que o consumidor 60+ não compra online. Ele compra, e compra bem, só que exige mais confirmação antes de fechar. Marcas que tratam esse público como ‘não digital’ estão perdendo, na prática, um dos perfis mais fiéis ao marketplace que existe hoje no Brasil”, destaca Júlia.

Enquanto a geração Z transita entre múltiplas redes sociais como pontos de partida para a jornada de compra, como o TikTok Shop, os baby boomers concentram essa jornada em menos ambientes, mas com alto grau de confiança e repetição de comportamento nesses canais específicos.

Notícias / Portal da Economia

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