Ações da Nike caem após vendas abaixo do esperado e demissões
A Nike não atingiu as estimativas de Wall Street para as vendas em seus resultados do primeiro trimestre fiscal, divulgados no início do mês.
A Nike divulgou nesta quinta-feira (1º) resultados mistos para o primeiro trimestre fiscal e anunciou um plano de reestruturação que levará a demissões a partir do próximo ano.
A companhia também apresentou uma projeção para o ano fiscal completo, afirmando que espera que a receita recue em um percentual de um dígito alto no ano fiscal de 2027.
As ações da Nike caíram cerca de 3% nas negociações após o fechamento do mercado nesta quinta-feira.
Confira os resultados divulgados pela empresa em comparação com as expectativas dos analistas, segundo estimativas de consenso da LSEG:
- Lucro por ação: US$ 0,48 ante US$ 0,43 esperado
- Receita: US$ 11,21 bilhões ante US$ 11,32 bilhões esperados
A Nike registrou lucro líquido de US$ 712 milhões, queda de 2% em relação aos US$ 727 milhões registrados no mesmo período do ano anterior.
A receita caiu 4%, para US$ 11,21 bilhões. A empresa afirmou que a receita da marca Nike foi afetada principalmente pela queda persistente dos negócios na China. A receita no mercado chinês recuou 26%.
A receita na América do Norte foi de US$ 5,13 bilhões, ligeiramente acima dos US$ 5,11 bilhões estimados, segundo a StreetAccount. A Nike também registrou margem bruta de 42,8%, ante estimativa de 42,4%.
A Nike também anunciou uma mudança em seu modelo operacional para “preparar a Nike para um crescimento de longo prazo”. A estratégia deve resultar em demissões a partir de 2027, embora a companhia não tenha divulgado mais detalhes.
“Esse trabalho resultará em menos cargos na Nike, e quero reconhecer que notícias como essa geram incerteza. Não encaro isso de forma leviana”, escreveu o CEO Elliott Hill em uma carta aos funcionários.
A empresa afirmou que pretende concentrar esforços na modernização da cadeia de suprimentos, na organização das operações em três regiões geográficas, na construção de um novo campus na Índia e em mudanças na estrutura de trabalho e na força de trabalho.
A estratégia, chamada Pace, deve gerar aproximadamente US$ 2,5 bilhões em economias até o ano fiscal de 2031.
A companhia acrescentou que o plano também provocará um impacto de US$ 0,15 no lucro por ação do ano fiscal de 2027, relacionado aos custos de reestruturação.
A varejista está em meio a um plano de recuperação, com foco em melhorar diferentes áreas do negócio em ritmos distintos, de acordo com as prioridades. O consumidor da Nike também enfrenta uma pressão macroeconômica maior, à medida que tensões geopolíticas e inflação elevada contribuem para uma desaceleração dos gastos.
As ações da Nike despencaram mais de 40% neste ano.
Por CNBC