As redes subterrâneas são uma alternativa que vem sendo estudada por várias grandes cidades brasileiras para dar mais segurança e eficiência ao fornecimento de energia no país. Especialistas apontam muitas vantagens no uso desse sistema, que é adotado em cidades como Nova York, Londres, Paris e Buenos Aires. Redes elétricas subterrâneas oferecem maior confiabilidade, menor risco de queda de energia, vida útil superior a 30 anos e uma paisagem urbana mais limpa. Apesar disso, apenas 1% da distribuição de energia no Brasil passa por elas, segundo um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea).
Em Goiânia, a FGR Incorporações vem investindo nesta modalidade de cabeamento em seus projetos. Já são mais de 10 condomínios entregues com este benefício, o que equivale a mais de 90 mil metros de extensão em redes subterrâneas já implantadas. O próximo projeto da empresa a ser entregue assim será o Jardins Grécia, condomínio residencial de casas prontas que será construído na divisa entre Goiânia e Senador Canedo. O projeto foi totalmente comercializado no lançamento, movimentando de R$ 850 milhões de VGV (Valor Geral de Vendas) em tempo recorde. Foi o maior lançamento na história da FGR.
Recém-lançado pela FGR Incorporações, o empreendimento com 428.000 m² de área total tem seus projetos urbanístico, paisagístico e arquitetônico inspirados na cultura e arquitetura grega e rede elétrica subterrânea, que terá 9.500 metros de extensão, irá possibilitar a valorização e preservação da estética exclusiva do condomínio.
O líder de arquitetura da FGR, o arquiteto Roberto Cociello, explica que este sistema custa até quatro vezes a mais que o convencional, mas oferece muitas vantagens. “Além de deixar o condomínio muito mais bonito e organizado visualmente, a rede subterrânea traz mais segurança, já que elimina o risco de cabos caírem durante tempestades ou acidentes. Também tem menos problemas de manutenção, pois não sofre com ventos fortes ou quedas de árvores, garantindo um fornecimento de energia mais estável”, explica Roberto.
A estabilidade no fornecimento de eletricidade que uma rede elétrica subterrânea consegue proporcionar é outro grande diferencial para os moradores dos locais onde há este recurso. Segundo explica o arquiteto Roberto Cociello, assim como ocorre na esmagadora maioria das cidades brasileiras, Goiânia ainda sofre com um modelo desatualizado de rede elétrica aérea, que é sim mais vulnerável a ações climáticas e acidentes, impactando na continuidade do fornecimento do serviço.
Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), os consumidores goianos ficaram, em média, 15,91 horas sem energia (DEC). O número é maior do que o limite de 11,43 estipulado pela agência reguladora. Já a média de frequência de quedas no estado, ficou acima das 7 vezes ao ano, dentro do limite estabelecido pela Aneel.
Quem conta com uma rede subterrânea, não sente tanto estes efeitos. “Uma rede subterrânea traz um desempenho melhor, porque tem menos interrupções causadas por problemas externos, como raios ou árvores caindo em dias de chuva ou vento forte. Também em relação à manutenção, ela é bem menor em quantidade, pois quase não acontece rompimento”, salienta o líder de arquitetura da FGR.
Segurança e economia
No caso do Jardins Grécia, toda a rede elétrica passará em dutos instalados a aproximadamente um metro de profundidade, seguindo as normas técnicas de segurança. Serão usados cabos especiais, próprios para instalação subterrânea, com isolamento reforçado contra umidade e choques mecânicos. A extensão total vai acompanhar todas as ruas do empreendimento, garantindo que cada lote receba energia de forma segura e moderna.
Roberto Cociello explica que os cabos são totalmente isolados e protegidos, passando por dutos específicos para uso subterrâneo e por ficarem em caixas de passagem com tampas que facilitam as inspeções e o trabalho de manutenção. “Todo o traçado da rede será mapeado e sinalizado, para evitar qualquer acidente em futuras escavações, e tudo segue rigorosamente as normas técnicas exigidas”, descreve o líder de arquitetura da FGR.
O Jardins Grécia será entregue com sua rede elétrica totalmente funcionando, e também já estará preparada para receber outros serviços, como fibra óptica para internet e tecnologias futuras, como carregadores para carro elétrico nas áreas comuns. “Esta infra-estrutura evita que, no futuro seja necessário quebrar calçadas ou abrir o solo novamente para passar cabos de telecomunicação, gerando para o condomínio uma grande economia. Se o condomínio fosse construído com uma rede aérea convencional, e depois se disse fazer uma infraestrutura subterrânea, o custo poderia ser três a quatro vezes maior, do que se for feita já durante a obra”, explica o arquiteto.